terça-feira, 20 de outubro de 2009

Morre Mercedes Sosa e fica voz dos SEM VOZ.


Mercedes Sosa faleceu aos 74 anos de idade em 4 de outubro de 2009, às 5h15min (horário local), em Buenos Aires. Ela foi internada no dia 18 de setembro na Clínica de la Trinidad, no bairro de Palermo, por causa de um problema renal. Seu quadro piorou a partir do momento em que teve complicações hepáticas e pulmonares. Em seus últimos dias, foi mantida sedada, respirando com a ajuda de aparelhos. Seu corpo foi velado no Congresso Nacional, em Buenos Aires, e será cremado no cemitério de La Chacarita no dia 5. Uma parte de suas cinzas será espalhada em sua província natal. A outra será colocada em Mendoza, província pela qual havia declarado sentir um grande amor. O restante permanecerá na capital argentina, cidade onde morava há décadas.

A cantora havia trabalhado intensamente até poucas semanas antes de sua morte. Em 2008, havia dito que continuaria cantando "até os últimos dias", como uma cigarra. Antes de todos os jogos de futebol da sétima rodada do Torneio Apertura 2009 foi prestado um minuto de silêncio em homenagem à cantora. A presidente argentina Cristina Kirchner declarou luto oficial de três dias pela morte de Sosa, e decidiu antecipar o retorno de uma viagem à Patagônia para comparecer ao velório da cantora. Sua morte também foi lamentada pelo chefe de estado venezuelano Hugo Chávez, que declarou que Sosa lhe "iluminou a vida", e por cantores como Shakira, Daniela Mercury, Fagner e Wagner Tiso. Os governos do Equador, Chile e Brasil também demonstraram pesar em notas divulgadas à imprensa.

Mercedes Sosa nasceu em San Miguel de Tucumán, na província de Tucumán, no noroeste da Argentina. Ela tem ascendência mestizo (mistura de europeus com ameríndios), francesa e dos indígenas do grupo Quechua. Em 1950, aos quinze anos de idade, Sosa venceu uma competição de canto organizada por uma emissora de rádio de sua cidade natal e ganhou um contrato para cantar por dois meses nela.

Em 1959 grava seu primeiro álbum, intitulado La voz de la zafra. Em seguida, uma performance no Festival Folclórico Nacional faz com que se torne conhecida entre os povos indígenas de seu país. Sosa e seu primeiro marido, Manuel Óscar Matus, com quem teve um filho, são peças chave no movimento musical da década de 1960 conhecido como nueva canción. Em 1965 lançou o aclamado Canciones con fundamiento, uma compilação de músicas folclóricas da Argentina. Em 1967 faz uma turnê pelos Estados Unidos e pela Europa e obtém êxito internacional. Em 1970 grava Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas com o compositor Ariel Ramirez e o letrista Felix Luna. Em 1971 grava um tributo à cantora e compositora chilena Violeta Parra, ajudando a popularizar a canção "Gracias a la vida". Mais tarde grava um álbum em homenagem a Atahualpa Yupanqui.

Nos anos seguintes, Sosa interpreta um vasto repertório de estilos latino-americanos, gravando tanto com artistas argentinos como León Gieco, Charly García, Antonio Tarragó Ros, Rodolfo Mederos e Fito Páez, quanto com internacionais como Chico Buarque, Daniela Mercury, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gal Costa, Sting, Andrea Bocelli, Luciano Pavarotti, Nana Mouskouri, Joan Baez, Silvio Rodríguez e Pablo Milanés. Mais recentemente, grava com a colombiana Shakira, cantora latino-americana de maior sucesso no exterior.

Após a ascensão da junta militar do general Jorge Videla, que depôs a presidente Isabelita Perón em 1976, a atmosfera na Argentina tornou-se cada vez mais opressiva. Sosa, que era uma conhecida ativista do peronismo de esquerda, foi revistada e presa no palco durante um concerto em La Plata em 1979, assim como seu público. Banida em seu próprio país, ela se refugiou em Paris e depois em Madri. Seu segundo marido morreu um pouco antes do exílio, em 1978.

Sosa retornou à Argentina em 1982, vários meses antes do colapso do regime ditatorial como resultado da fracassada guerra das Malvinas, e deu uma série de shows no Teatro Colón em Buenos Aires, onde convidou muitos colegas jovens para dividir o palco com ela. Um álbum duplo com as gravações dessas performances logo se tornou um sucesso de vendas. Nos anos seguintes, Sosa continuou a fazer turnês pela Argentina e pelo exterior, cantando em lugares como o Lincoln Center, o Carnegie Hall e o Teatro Mogador.

O repertório de Sosa continuou a ampliar, tendo gravado um dueto com a sambista Beth Carvalho, entitulado "So le pido a Dios", cada uma cantando em seu idioma. Em 1981 gravou o sucesso "Años" com o cantor cearense Fagner. Seu útltimo álbum, Cantora, traz duetos com artistas que são referência na música latino-americana.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

UMES e UEP encontram o Presidente Lula e reivindicam recursos do Pré-sal para educação


Na tarde desta Sexta-feira, 11 de Setembro, a UMES e a UEP encontraram-se com o Presidente Lula para reivindicar mais investimentos em educação oriundos do Fundo Social que o governo federal pretende criar para gerir as riquezas do Pré-Sal. Na ocasião, o presidente inaugurou o novo campus do IFPE no Município de Ipojuca, marco do avanço do ensino profissional e tecnológico do país.
"Reconhecemos a expansão do ensino profissional e tecnológico, a maior já registrada na história do país, como crucial para o desenvolvimento da região. Acreditamos que os recursos do Pré-Sal podem contribuir ainda mais para estes avanços, por isso endossamos o coro em relação à necessidade de velocidade na tramitação do seu novo marco regulatório e nos juntamos à UBES e a UNE na reivindicação pela destinação de 50% dos recursos do Fundo Social para a educação", defendeu Virgínia Barros, presidente da UEP, ao presidente Lula.

A pauta de reivindicações das entidades continha ainda melhorias para o IFPE e foi entregue pessoalmente à Lula, num encontro que contou também com a presença de Vinícius Barbosa, vice-presidente regional da UNE, Zanzul Alexandre, presidente do D.A. do IFPE e Jéssica Gabrielly, presidente do Grêmio do IFPE.

A UMES e a UEP acredita que a descoberta do Petróleo abaixo da camada de Sal abre um novo horizonte para os investimentos nos setores sociais. Esta riqueza pertence ao povo brasileiro, daí a reivindicação para que seja destinada também para a educação", afirmou Tiago Oliveira, presidente da UMES.

Com esses recursos, e um conjunto de outras medidas, descortina-se a construção de uma educação de caráter público, gratuito e de boa qualidade, reforçando sua concepção como primordial na construção de uma nação soberana, desenvolvida e socialmente justa.

sábado, 22 de agosto de 2009

Che Guevara: presidente de honra da UBES

Durante as pesquisas do Projeto Memória da entidade "Sempre Jovem e Sexagenária", foram encontrados documentos em que Che aparece como presidente de honra da UBES

Veja nesse link os documentos que comprovam: http://www.une.org.br/home3/movimento_estudantil/movimento_estudantil_2008/img/25_05_presidenteche_zip.zip

Gritos de ordem, manifestações, mortes e repressão. A década de 60 foi caracterizada pela busca desenfreada de ideais. A força em prática de uma ideia. Paixões políticas e ideais de vida ou morte efervesciam na alma dos estudantes no mundo inteiro. As entidades estudantis viviam sob embate contra as repressões.

Em 1967, estudantes de todo o país se reuniram em Belo Horizonte para escolher a nova diretoria da UBES. O Congresso ocorreu na clandestindade, pois, as entidades estudantis não eram reconhecidas pelo governo durante a ditadura militar. No evento, Che Guevara foi eleito presidente de honra da UBES e Tibério Canuto, presidente eleito.

O Congresso, que não acontecia desde 1964, abriu espaço para que outros encontros viessem ainda na ditadura. Nas décadas de 50 e 60, Ernesto Guevara de la Sierna, mais conhecido por Che Guevara foi um dos mais famosos revolucionários comunistas da história.

Che já havia sido homenageado no Brasil, em 1963, pelo presidente João Goulart. Este foi um dos argumentos usados pelos militares para "combater o comunismo", que desencadeou o golpe militar em 64.

Nestes 60 anos de história o único presidente de honra da UBES é o líder revolucionário, isso significa que é um símbolo da entidade. "Che é a representação do que é a UBES, do que pensa a UBES", disse Raisa Marques, coordenadora de projetos de memória da entidade.

A entidade está organizando seu Projeto de Memórias e os documentos e histórias encontradas serão publicadas em um livro que será lançado no final deste ano.

"A história da UBES ainda é muito obscura, tanto é que esse fato só foi descoberto agora, 42 anos depois. É o primeiro passo para registrar os personagens secundaristas que marcaram a história no Brasil. Temos muito o que contar, o livro vai registrar várias histórias como essa", adianta Raisa.

De Recife: Marivaldo Leandro

Fonte: http://www.ubes.org.br/

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

UBES participa de encontro de jovens da América sobre ensino médio

50 jovens de 15 países elaboraram em conjunto um documento com as prioridades dos estudantes do Ensino Médio das Américas

Entre 10 e 13 de agosto a cidade de Quito no Equador foi sede do encontro de jovens da América Latina. Eles se reuniram com o objetivo de elaborar um documento com as prioridades dos estudantes para o Ensino Médio das Américas, que serviriam de subsidio para a VI Reunião Interamericana de Ministros da Educação promovida pela Organização dos Estados Americanos (OEA). Este evento aconteceu simultaneamente ao encontro.

A reunião contou com 50 jovens, de 15 países. Entre eles estavam três diretores da UBES, representando as seguintes entidades: Camila Moreno, diretora da UBES, Thiara Milhomem, diretora de Esportes da UBES e membro do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE) e Harikan Heven, primeiro diretor de Políticas Institucionais e membro do Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso.

As propostas da juventude reforçaram as bandeiras em defesa da educação pública, gratuita, laica e de qualidade para todos, além de ampliação do ensino médio profissionalizante e de mais vagas no ensino superior.

O fortalecimento da livre organização estudantil também foi apontado como prioridade. O convite ao I Encontro Latino Americano De Estudantes Secundaristas, que acontecerá de 4 a 6 de setembro no Rio de Janeiro, foi reiterado para OEA.

Fonte: Da EstudanteNet

WWW.UBES.ORG.BR

terça-feira, 28 de julho de 2009

Presidente Eleito da UNE responde aos ataques da mídia

Augusto Chagas, Presidente eleito da UNE (União Nacional dos Estudantes), responde os ataques da grande mídia conservadora e lança desafio:

O tratamento dispensado por parte da chamada grande mídia às organizações do movimento social no Brasil sempre foi o da desqualificação, criminalização e combate aberto. Com a UNE a situação não é diferente, mas houve, no último período, uma elevação no tom maldoso e até inescrupuloso com o qual esses veículos têm tratado a entidade que representa os estudantes universitários brasileiros.

A UNE acaba de sair do seu 51º Congresso, um dos mais importantes e o mais representativo da sua história. Mais de 2300 instituições de ensino superior elegeram representantes a este fórum, contabilizando as impressionantes marcas de 92% das instituições envolvidas, mais de 2 milhões de votos nas eleições de base e de 4 milhões e meio de universitários representados.

Nosso Congresso mobilizou estudantes de todo o país, que por cinco dias debateram o futuro do Brasil – a Popularização da Universidade, Reforma Política, Democratização da Mídia, Defesa do Pré-Sal, etc. Se a imprensa brasileira trabalhasse a favor da democracia, esses assuntos seriam manchete em todos os jornais, rádios e canais de televisão e a disposição da juventude em lutar por um país melhor seria divulgada.

No entanto, estes veículos nos dedicaram tratamento bem diferente nestas duas últimas semanas. Cumprindo com fidelidade o ensimanento de Goebbels – uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade – a mídia escandalosamente busca subterfúgios para atacar a UNE, taxando-a de governista, vendida, aparelhada e desvirtuada de seus objetivos. Com isso, tenta impor a todos os seus pontos de vista, sem qualquer mediação ou abertura para apresentar o outro lado da notícia.

Uma destas grosserias tem a ver com o recebimento de patrocínios de empresas públicas por parte da entidade. A UNE nunca recebeu recurso público para aplicá-lo no que bem entendesse. Recebe sim, e isto não se configura em nenhuma irregularidade, apoio para a construção de nossos encontros. Tampouco, estas parcerias comprometeram as posições políticas da entidade. Não nos impediu, por exemplo, de desenvolver uma ampla campanha – com cartazes, debates, passeatas e pronunciamentos – exigindo a demissão de Henrique Meirelles da presidência do Banco Central, que foi indicado por este mesmo governo. Não nos furtamos de apresentar nossas críticas ao MEC por sua conivência ao setor privado da educação, como no caso do boicote que convocamos ao ENADE por dois anos consecutivos.

Mas, onde estavam os jornais, as TV’s, rádios e revistas para noticiar essas manifestações? Reunimos, em julho de 2007, mais de 20 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios para pedir mudanças na política econômica do governo Lula e nenhuma nota foi publicada ou divulgada sobre isso.

Os mesmos jornais que se horrorizam com o fato de termos recebido recursos para reunir 10 mil estudantes de todo o Brasil não parecem incomodados em receberem, eles próprios, um montante considerável de verbas publicitárias do governo federal. Em 2008, as verbas públicas destinadas para as emissoras de televisão foram de R$ 641 milhões, já os jornais receberam quase R$ 135 milhões.

Ora, por qual razão os patrocínios recebidos pela UNE corrompem nossas ideias enquanto todo este recurso em nada arranha a independência destes veículos? A UNE desafia cada um deles: declarem que de hoje em diante não aceitam um centavo em dinheiro público e faremos o mesmo! De nossa parte temos a certeza que seguiremos nossa trajetória!

Com certeza não teremos resposta. Pois não é esta a questão principal. O que os incomoda e o que eles querem ocultar é a discussão sobre o futuro do Brasil e a opinião dos estudantes.

Não querem lembrar que durante a década de 90 os estudantes brasileiros – em jornadas ao lado das Centrais Sindicais, do MST e de outros movimentos sociais - saíram às ruas para denunciar as privatizações, o ataque ao direito dos trabalhadores e a ausência de políticas sociais. Que foram essas manifestações que impediram o governo Fernando Henrique Cardoso de privatizar as universidades públicas através da cobrança de mensalidades.

Não reconhecem que após a eleição do presidente Lula, a UNE manteve e ampliou suas reivindicações. Resultado delas, conquistamos a duplicação das vagas nas universidades públicas, o PROUNI e a inédita rubrica nacional para assistência estudantil, iniciando o enfrentamento ao modelo elitista de universidade predominante no Brasil. Insinuam que a UNE abriu mão de suas bandeiras históricas, mas esquecem que não há bandeira mais importante para a tradição da UNE do que a defesa de uma universidade que esteja a serviço do Brasil e da maioria do nosso povo!

Não se conformam com a democracia, com o fato de termos um governo oriundo dos movimentos sociais e que, por esta trajetória, está aberto a ouvir as reivindicações da sociedade.

A UNE não mudou de postura, o que mudou foi o governo e o Brasil e é isso que os conservadores e a mídia que está a serviço desses setores não admitem. Insistem em dizer que a UNE nasceu para ser ‘do contra’. Rude mentira que em nada nos desviará de nossa missão!

Saibam que estamos preparados para mais editoriais, artigos, comentários e tendenciosas ‘notícias’. Contra suas pretenções de uma sociedade apática, acrítica e sem poder de contestar os rumos que querem impor ao nosso país, eles enfrentarão a iniciativa criativa e mobilizadora dos estudantes na defesa de um novo Brasil. Há de chegar o dia em que teremos uma comunicação mais justa e equilibrada. A UNE e sua nova diretoria está aqui, firme e a disposição do verdadeiro debate de rumos para o Brasil!



Augusto Chagas
Presidente eleito da UNE
* Artigo originalmente publicado no site da revista Carta Capital


De Recife,

Tiago Oliveira, com informações de Estudantenet.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

UBES convoca 12° CONEG

Junto com o 12º CONEG da UBES acontece o 1º Encontro Latino Americano de Estudantes Secundaristas.

No ultimo dia 30 de junho, em reunião da executiva da UBES, a direção da entidade convocou o 12º Conselho Nacional de Entidades Gerais, concomitante, ocorre o 1º Encontro Latino Americano de Estudantes Secundaristas, os eventos acontecerão no Rio de Janeiro em 05, 06 e 07 de Setembro.

Na reunião da diretoria executiva foi aprovado a comissão de programação para o CONEG e o Encontro , logo estará disponível no EstudanteNet a programação. Do evento. Diversos temas foram tratados na reunião, entre eles: A Petrobras e a importância das empresas estatais, a defesa do investimento do Pré-sal na Educação, além das defesas da soberania nacional e do patrimônio público.

Foi aprovado também um texto da entidade sobre o “fim do vestibular”, discutindo o acesso a universidade e ressaltando políticas públicas e metas para 1ª Conferência Nacional de Educação. Segundo texto da carta: "a proposta de substituir o tradicional vestibular pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) tem o grande mérito de suscitar o debate na sociedade, apontando para a necessidade de mudar o atual quadro educacional". Leia a Carta na íntegra.

A política de acesso a universidade entre outros temas estarão em pauta no 12º CONEG que será realizado no inicio de setembro.